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Faço questão de dizer que meu melhor amigo é um palhaço e tenho muito orgulho dele, porque além de engraçado, ele também é doutor.

Segundo sua biografia, até se mudar para a cidade grande, vivia numa casa de João de Barro, de onde foi transplantado para um vaso e entregue ao Jardim Botânico. Ficou famoso após solucionar um caso de unha encravada num pé de jabuticaba e tem como inspiração a Árvore da Felicidade.Brincadeiras a parte, estamos falando do Doutores da Alegria, e nesse caso eu falava de um dos integrantes, meu amigo Dr. Pinheiro, quem sempre que possível, me esclarece sobre seus trabalhos e experiências.

Em 1986, Michael Christensen, um palhaço americano, diretor do Big Apple Circus de Nova Iorque, apresentava-se num hospital, quando pediu para visitar as crianças internadas que não puderam participar do evento. Improvisando, substituiu as imagens da internação por outras alegres e engraçadas. Daí surgiu a Clown Care Unit™, grupo de artistas especialmente treinados para levar alegria a crianças internadas em hospitais de Nova Iorque.  

Em 1991, Wellington Nogueira (que integrava a trupe Americana desde 1988) iniciou o programa no Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, (hoje Hospital da Criança) em São Paulo.
Sem nenhuma contra indicação, o medicamento administrado pelos Doutores da Alegria é conhecido comobesteirologia, e costuma ser aplicado diariamente até que o paciente não saiba mais como ficar triste.”É remédio para a vida toda”, dizem eles. As indicações são: traumas ligados à hospitalização infantil: perda de controle sobre o corpo e a vida; atitudes negativas em relação às doenças e à recuperação. 

A Escola de Palhaços dos Doutores da Alegria está aberta formando e desenvolvendo palhaços a este maravilhoso trabalho desde 2003, e oferece cursos para públicos diversos com conteúdo, formato e carga horária variados nas cidades onde os Doutores estão sediados - Recife, Belo Horizonte e São Paulo. 
Toda a renda gerada pelos cursos da Escola de Palhaços dos Doutores da Alegria é revertida para o programa permanente de visitas dos Doutores em hospitais públicos brasileiros, fortalecendo a autonomia da instituição. 

Com recorde mundial, o Brasil conta com mais de 250 iniciativas e ao redor de 41 organizações de palhaços em hospitais, reconhecidas pelo Ministério de Saúde e Cultura.
O trabalho é gratuito para o público, mas não é voluntário. Mantido através de doações e atividades como intervenções em empresas (cursos, apresentações e venda de produtos…), os Doutores da Alegria fizeram até 2009, 724,889 visitas a leitos, tiveram ao redor de 292 grupos cadastrados no programa Palhaços em Rede, e 155 jovens formados no programa Formação de Palhaços para Jovens.

+ info: www.doutoresdaalegria.org.br

 


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